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Tipos de papéis para a impressão: O que você precisa saber?

O resultado de uma impressão está associado com diferentes fatores, sendo o papel um elemento de grande destaque nesse cenário. Basta imaginar os inúmeros tipos de papéis e o potencial de cada um para elevar a qualidade e atratividade das impressões de acordo com a proposta dos materiais.

Quais aspectos podem influenciar os consumidores? Essa é uma das principais perguntas que devem ser realizadas em qualquer tipo de projeto gráfico, principalmente ao considerar o que pode envolver o ato de tomar uma decisão.

Cada impresso é capaz de dar vida às mais diferentes propostas e com os materiais certos, os pontos positivos podem ser exaltados. Afinal, a competição do mercado eleva a necessidade de buscar a cada dia soluções melhores para um crescimento sustentável das marcas.

A seguir, confira quais são os fatores primordiais nesse cenário.

Sumário

Os principais conceitos que exigem atenção

Existem alguns pontos de maior destaque ao tratar-se da classificação dos tipos de papéis empregados para a produção gráfica e o conhecimento desses quesitos é de grande importância para uma melhor compreensão a respeito de cada alternativa. São eles:

Formato

Os impressos podem apresentar diversos formatos, principalmente ao considerar projetos gráficos exclusivos. No entanto, há alguns parâmetros gerais que podem contribuir com uma melhor orientação ao definir as dimensões das estratégias, como no caso da série A do padrão ISO 216, que abrange as folhas.Confira a seguir:

  • A0 – 1189 x 841 mm
  • A1 – 841 x 594 mm
  • A2 – 594 x 420 mm
  • A3 – 420 x 297 mm
  • A4 – 297 x 219 mm
  • A5 – 210 x 148 mm
  • A6 – 148 x 105 mm
  • A7 – 105 x 74 mm
  • A8 – 74 x 52 mm
  • A9 – 52 x 37 mm
  • A10 – 37 x 26 mm

Esse padrão tem como base a razão √2, em que a altura e largura do papel correspondem a raiz quadrada de dois. Como exemplificação, pode-se citar a união de duas folhas A5 (210 x 148 mm) que tem como resultado a folha A4, com o dobro das dimensões. Esse é um padrão seguido até a A10.

tipos de papéis

Esse padrão está mais presente no dia a dia do que pode-se perceber, basta notar que o A4, popularizado pela folha de sulfite, é uma das folhas mais comuns, seguido pelo A3, que nesse caso corresponde a um formato de cartaz. No entanto, é válido dar ênfase ao fato de que o padrão ISO 216 não é o único.

Ainda mais, há algumas particularidades que exigem atenção para garantir um resultado satisfatório, como acréscimos nas dimensões para marcas de segurança em prol do corte. Normalmente essas especificações são passadas de formas distintas de acordo com cada empresa e projeto.

Textura

O grau de rigidez e o aspecto do papel correspondem ao termo de textura quando trata-se da classificação dos tipos de papéis. Normalmente, a textura é selecionada conforme a arte e necessidade de cada projeto gráfico.

Há uma série de texturas que podem ser encontradas, como os papéis telados, que apresentam linhas finas que se cruzam e os calandrados, sendo que nesse segundo caso o aspecto pode ser classificado como brilhoso ou “lustrado”.

As texturas que se diferenciam das lisas são comumente procuradas para projetos como livros, cardápios e álbuns. Nesses casos, é interessante averiguar sempre quais são os tipos de texturas atendidas por cada gráfica e possibilidades de acabamento de cada material desejado.

Cor 

O tipo de papel pode influenciar na cor obtida? Uma vez que o papel condiz com a superfície em que a tinta será empregada, evidentemente tem impacto nas tonalidades obtidas. Ainda mais, o acabamento selecionado para cada alternativa também é capaz de gerar resultados diversos.

Por exemplo, o papel couché pode apresentar uma saturação mais evidente de cores, com um resultado mais “vivo” devido a absorção de luz. Já a alternativa do couché fosco, que será abordada no decorrer do texto, apresenta um resultado mais opaco.

Por essa razão, a aplicação de papéis coloridos e especiais exige uma maior cautela. Todavia, há algumas utilizações mais viáveis em alguns casos, como em livros, em que papéis com aspectos amarelados são comumente empregados para que a leitura seja facilitada.

Gramatura

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Já imaginou o que significa um tipo de papel de baixa gramatura? Ao procurar por tipos de papéis para compor os materiais gráficos, é muito comum que o termo gramatura seja citado e assim como os elementos anteriores, faz toda a diferença no resultado obtido.

Cada papel é constituído basicamente por elementos como aditivos, celulose e cargas. Nesse contexto, termos como gramatura e espessura podem ser facilmente confundidos. Para ter uma compreensão mais clara, confira a seguir qual é a diferença:

  • Espessura: A espessura indica a distância entre as faces do papel e é comum que apresente variação de acordo com o tipo e marca;
  • Gramatura: Já a gramatura corresponde à densidade do papel em gramas por metro quadrado (g/m²) e por essa razão, não está associada somente ao peso.

Ao tratar-se do padrão de qualidade, a gramatura tem grande visibilidade, em especial, por causa de sua ligação com a resistência. Por exemplo, o sulfite, comumente aplicado em impressões domésticas apresenta 75 g/m², enquanto cartões de visita resistentes indicam cerca de 250 g/m².

Apesar dessa importância, é válido considerar que em um aspecto geral, os dois termos são importantes, uma vez que juntos correspondem ao corpo do papel, que também recebe o nome de bulk (cm³/g).

Se for possível, é interessante recorrer a uma amostra do papel que desperta interesse para ter uma noção mais precisa da gramatura. No entanto, deve-se ter cuidado com as dimensões da amostras, pois a maleabilidade do material pode ser distinta de acordo com esse aspecto.

Qual é a aplicação das diferentes gramaturas?

tipos de papéis

Naturalmente, cada variação de gramatura atende de forma mais satisfatória determinados produtos e tipos de papéis. As mais finas correspondem a cerca de 30g a 63g e são amplamente empregadas nos seguintes produtos:

  • Blocos de notas fiscais;
  • Bobinas de máquinas de cartão;
  • Etiquetas adesivas;
  • Jornais.

Já em relação aos papéis empregados, pode-se citar opções como o seda, kraft e o couché, sendo que essas duas últimas alternativas também são comumente empregadas em outras gramaturas, como no caso de 75g a 120g. 

Entre os produtos compatíveis com essas gramaturas estão miolos de cadernos, receituários, panfletos e papéis timbrados. No que diz respeito aos papéis, além dos que foram apresentados, pode-se citar alternativas como o sulfite, offset e vergê.

Essas são as gramaturas mais baixas, logo, é muito comum que as produções gráficas associadas com a comunicação visual envolvam alternativas a partir de 120g até 250g, para produtos como:

  • Folhetos;
  • Fotografias;
  • Cartões de visita;
  • Convites.

Opções que exigem manuseio frequente, como catálogos, cardápios ou até mesmo um acabamento mais resistente, como cartões de visita e convites, também podem ser confeccionados com materiais de gramatura entre 240g e 300g. Nesses casos, bases já citadas como offset, vergê e principalmente, o couché, também são aplicadas.

Os tipos de papéis e suas particularidades

tipos de papéis

Neste momento, você já conhece quais são as características de maior destaque nos tipos de papéis, certo? A partir desse ponto, é importante compreender as nomenclaturas citadas e quais são essas variações para escolher de forma mais consciente os quesitos da impressão do seu projeto gráfico.

Couché

O papel couché recebe um grande destaque por sua versatilidade, pois pode ser trabalhado com diferentes gramaturas e consequentemente, produtos distintos como flyers, cartazes e cartões de visita.

De um modo geral, o termo “couché” refere-se a tipos de papéis revestidos com uma camada de pigmento e adesivo. No entanto, será possível observar o potencial de cada variação deste tipo de papel, sendo elas:

Couché L1

O couché L1 apresenta o revestimento brilhante com uma camada de tinta de apenas um lado. Um dos principais usos desse tipo de papel é no setor de embalagens que exigem uma qualidade notória no resultado da impressão.

Couché L2

Nesse caso, o revestimento abrange ambos os lados e por essa razão, esse tipo de couché é recomendado para a confecção de materiais promocionais. Há possibilidade de encontrar o couché L2 brilhante e o matte, sendo a única diferença que na segunda alternativa, existe uma formulação especial para inibir o brilho.

Um dos aspectos de maior destaque do papel couché é a proteção de aditivos com látex e carbono de cálcio em relação às fibras, que resultam em um material mais liso e que consequentemente absorve menos tinta. Dessa forma, pode-se observar nesses tipos de papéis cores mais vivas e até mesmo impressos mais brilhantes de acordo com o acabamento empregado.

Texturas também podem compor este cenário, sendo que nessa situação o revestimento ocorre nos dois lados. Entre as alternativas mais comuns estão catálogos, sobrecapas revistas e livros.

Kraft

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O papel kraft atende posições interessantes ao tratar-se de projetos gráficos, uma vez que é aplicado tanto para impressão quanto para a confecção de sacolas e demais embalagens. Embora tenha um tom característico marrom, pode ser tingido de acordo com os objetivos de cada processo.

Assim como no caso do couché, o “kraft” é um termo genérico atribuído aos papéis confeccionados sem branqueamento, com tonalidades variantes do castanho e laranja. No entanto, há possibilidade de encontrá-lo em outras cores como o azul e o kraft branco, sendo que nesse segundo caso a celulose é semi-branqueada ou branqueada.

Enquanto a primeira variação de kraft é preponderantemente encontrada a partir da gramatura de 40 g/m² em bobinas, o kraft branco apresenta um número inferior, que corresponde 30 g/m². Entre os elementos fabricados com esse tipo de papel, pode-se citar tags, convites e envelopes.

Jornal

Além de atender a produção de jornais, esse tipo de papel é aplicado na fabricação de revistas, miolos de livros e folhetos. A gramatura nesse caso corresponde aos níveis mais baixos, de 48 g/m² a 52 g/m². 

Confeccionado por celulose semi-branqueada ou não branqueada, o papel jornal apresenta superfície irregular, o que varia de acordo com a impressão, que pode ser comum com prensas planas ou em prensas rotativas. Nesse segundo caso, o papel é encontrado em rolos, enquanto no primeiro a impressão ocorre com folhas lisas.

Destaca-se por permitir uma impressão rápida e de custo relativamente baixo. De qualquer forma, por normalmente atender projetos de larga escala, é importante que a qualidade seja correspondente com essa proposta.

Offset

O offset é um material amplamente empregado por gráficas, principalmente por sua resistência contra umidade e capacidade de absorção de tinta. Por fatores como esses, é uma das principais escolhas para a impressão de materiais que envolvem textos de alguma forma, tais como:

  • Agendas;
  • Folhetos;
  • Revistas;
  • Papéis timbrados;
  • Cartazes;
  • Capa mole de Livros;
  • Envelopes.

Além de ser branco de ambos os lados, a gramatura do offset é de 56 a 240 g/m². A aplicação dessa alternativa é diferente do offset telado, que apresenta textura e normalmente é empregado em displays, calendários e demais itens promocionais.

Cartão

Diferentemente dos outros tipos de papéis abordados, o papel cartão é voltado para aplicações mais rígidas devido a gramatura que corresponde a 180 g/m² a 240 g/m², como fichas, cartazes e caixas. 

A opacidade é uma das principais características dessa alternativa, que também apresenta variações: duplex e triplex. O primeiro caso apresenta o papel kraft de um lado e é cartonado do outro, enquanto o triplex é cartonado de ambos e apresenta uma face com brilho.

É muito comum que para finalidades comerciais o papel cartão triplex seja chamado de supremo, que é normalmente utilizado em produtos como calendários e marcadores de páginas.

Vergê

Nesse cenário, é importante observar que não é sempre que um papel fino vai ser pouco resistente. Esse é o caso do papel vergê, apontado como mais resistente que o sulfite e mais fino que a cartolina.

Uma das principais características desse tipo de papel é a sofisticação atribuída aos materiais gráficos. Por essa razão, comumente é empregado em projetos como convites de casamento, cartões e diplomas.

Pode-se perceber linhas sutis em paralelo em sua composição, e juntamente com a textura levemente rugosa, essa característica faz com que esse papel seja muito recomendado para a criação de artes. Já em relação a gramatura, é comum que seja trabalhado com números razoáveis, de 80 a 180 g/m². 

Opaline

Semelhante ao papel cartão, o papel opaline destaca-se por ser aplicado em finalidades que exigem uma maior rigidez, como em convites formais, diplomas e cartões de visita. O mais comum é que esse papel seja utilizado no formato A4, já a gramatura corresponde de 180 a 240 g/m².

Esse material é revestido dos dois lados, possui espessura uniforme e alta lisura, ou seja, uma superfície de nivelamento notório e conforme a gramatura aumenta, a lisura diminui. Ainda mais, é normal encontrar fornecedores que atribuem o opaline aos tipos de papéis especiais.

Reciclato

O papel reciclato corresponde ao offset totalmente reciclado e sua gramatura abrange de 90 a 240 g/m². É recomendado principalmente para bloco de notas e papel timbrado de acordo com a resistência e aparência almejada para cada material.

Neste ponto, também é interessante diferenciar o papel reciclato do reciclado, uma vez que as nomenclaturas podem causar confusões e até mesmo a aparência. Assim como nos outros casos, identificar as distinções é fundamental para uma boa escolha.

O papel reciclado corresponde a um material confeccionado totalmente a partir de descartes de papéis variados. Por esse motivo, é muito comum que seu aspecto seja um pouco mais áspero e o material usado em alternativas que contam com gramaturas mais baixas e/ou acabamentos mais simples. 

De qualquer forma, ambos possuem um aspecto pardo e contribuem de uma forma significativa com o conceito de sustentabilidade, uma vez que está associado com o consumo mais consciente de recursos naturais.

Conheça os principais acabamentos gráficos

tipos de papéis

Naturalmente, além de selecionar adequadamente os tipos de papéis, outros pontos exigem atenção. Esse é o caso do acabamento, que torna capaz o alcance de um material com qualidade e atratividade de destaque. Como consequência, os clientes em potencial podem ter um estímulo maior para buscar o seu negócio.

Há uma série de táticas que podem ser aplicadas nesse contexto, o que reforça a necessidade de que o cliente e/ou profissionais responsáveis pelo projeto gráfico identifiquem as opções mais viáveis para atender cada proposta. Entre as alternativas amplamente exploradas na produção gráfica, estão:

Laminação

O procedimento de laminação carrega um grande destaque devido a durabilidade que atribui ao material. Basicamente, consiste na transferência de uma camada de plástico adesivo em determinado material, por exemplo, cartões, panfletos, catálogos e folders.

 O processo de laminação normalmente é oferecido nas duas seguintes opções:

Laminação com brilho: recomendada principalmente para projetos com propostas coloridas devido ao efeito brilhante;

Laminação fosca: indicada para impressões com muitos elementos textuais, nas quais o aspecto brilhoso pode comprometer a leiturabilidade.

Há ainda a laminação soft touch, que garante suavidade para o material e resulta tanto em uma estética diferente devido ao efeito fosco de cerca de 50%, quanto em relação a experiência sensorial dos clientes por causa do toque suave.

Em qualquer caso de acabamento, o tipo de papel deve ser analisado para evitar prejuízos. No caso da laminação, para que a curvatura do papel trabalhado seja evitada, é importante optar por gramaturas maiores e ter sempre um suporte profissional para identificar a melhor solução para o acabamento desejado.

Verniz

Um dos efeitos mais atrelados ao acabamento com verniz é a sofisticação, em especial, por ser um material transparente que gera uma estética brilhosa aos impressos. Por esse motivo, é muito comum que seja aplicado em versões de luxo, juntamente com texturas, por exemplo, em capas de livros e cardápios.

A versatilidade do processo, assim como em outros apresentados ao longo dessa lista, tem relação tanto com os tipos de papéis que podem recebê-lo, quanto com os efeitos obtidos. Ainda mais, ao ser empregado em apenas uma ou mais áreas específicas, é apontado como verniz UV localizado.

Nesse caso, é muito comum que o processo seja realizado em materiais que também contam com a laminação fosca. Afinal, essa é uma forma de equilibrar diferentes elementos e gerar um resultado ainda mais diferenciado conforme a proposta de cada marca perante o mercado.

Além desses pontos, recomenda-se que o procedimento seja realizado em papéis de gramaturas a partir de 170g. Sendo assim, uma das principais escolhas para empregar o verniz UV localizado é o couché.

Hot Stamping

A possibilidade de diferenciar informações específicas também é uma das características do processo de hot stamping. Por esse motivo, é comum encontrar informações que apontam semelhanças entre esse procedimento e o anterior. No entanto, nesse caso a estampa é empregada a partir do calor.

Cores variadas podem ser empregadas, porém, é muito comum que o hot stamping seja voltado para a aplicação de elementos em dourado, prata, verde, azul, cobre etc. A tendência é que seja feita aplicação seguindo as cores da própria marca nos impressos. Nesse cenário, a metalização torna-se um grande diferencial, seja em diferentes tipos de papéis ou em embalagens.

Por ser considerado um acabamento ousado devido ao aspecto metalizado, é comum que o hot stamping seja feito apenas em detalhes dos materiais. Sendo assim, a aplicação em logos também é muito comum nesse caso.

Não só nessa como em outras situações apresentadas, é uma forma de transmitir um maior profissionalismo para os clientes em potencial e consumidores. Uma das consequências é o fortalecimento da marca em relação ao mercado.

Nesse sentido, pode-se notar com clareza que à medida que a proposta da estratégia da sua empresa é alinhada com os tipos de papéis e acabamentos mais adequados para a produção gráfica, o alcance de resultados positivos torna-se ainda mais tangível.

O alto e o baixo relevo aplicados com hot stamp são amplamente utilizados, especialmente em catálogos. Isso porque destacam na medida certa e dão toque de elegância sem ser extravagante. Podendo destacar não apenas produtos e informações, mas elementos de marca da empresa. 

Conclusão

Como escolher e estruturar cada material gráfico? Essas dúvidas podem ser comuns, porém, é preciso avaliar os objetivos da marca em relações às informações que devem ser transmitidas para a audiência. 

Portanto, o planejamento e conhecimento de público fazem grande diferença, do mesmo modo que a valorização de elementos de qualidade para atrair cada vez mais clientes e aproximar compradores antigos. 

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